Mai 18, 2012 - Educação    Sem Comentários

Leia para seu filho: esse hábito estreita os laços familiares

Você costuma ler para os seus filhos? Saiba que fazer isto também ajuda no desenvolvimento pedagógico e psicológico da criança

Ler deve ser algo prazeroso: é por meio dessas atividades, e do contato com o imaginário e com a ficção, que as crianças descobrem sentimentos que não conheciam Foto: Dreamstime

Você sabia que “Era uma vez” é o começo de uma história que pode fazer toda a diferença nodesenvolvimento infantil? Quando papai e mamãe – professores e até irmãos mais velhos – se sentam com os pequenos para ler um livro ou contar uma historinha, mais do que um mundo encantado de fantasia, eles estão descortinando uma verdadeira experiência de aprendizado. Para completar, essa aula ainda pode ser transformada em momento de intimidade e amor familiar que, muitas vezes, se perde em meio ao caos do dia a dia. Mas, como toda brincadeira de criança, a “contação de histórias” é coisa séria.

Ao lado de bonecas e carrinhos, ela funciona como um mediador da relação entre a meninada, os adultos e o mundo. E, apesar da sua importância pedagógica e psicológica, deve ser mantida sempre no campo da arte, e não no do exame, como é comum acontecer na escola. A atividade deve ser lúdica e divertida, sem imposições, cobranças, tarefas ou castigos. “Tudo o que é feito com e para as crianças precisa ser envolvente e realizado com afeto”, diz Christine Fontelles, responsável pelo Programa Ler é Preciso, do Instituto Ecofuturo. Não há motivos, então, para ser diferente com as histórias.

Contar e ler um relato deve ser algo prazeroso. É por meio dessas atividades, e do contato com o imaginário e com a ficção, que meninos e meninas descobrem e expressam sentimentos que não conheciam ou ainda não eram capazes de compreender. “Devido ao próprio estágio de desenvolvimento, as crianças não possuem muitos recursos para administrar esse lado emocional”, conta a psiquiatra Marisol Montero Sendin, de São Paulo. Como a linguagem verbal ainda é incipiente, a forma natural de expressão são a imagem, o jogo e o faz de conta. “Na falta de outras possibilidades, a dificuldade de lidar com as emoções se manifestará por meio da agressividade, problemas de aprendizado, de sono ou alimentares”, diz Marisol. Enquanto os personagens enfrentam coisas estranhas, a garotada tem contato com o medo, o ciúme e o luto. Em um diálogo interno, adquirem conceitos e vivenciam experiências valiosas. Cada conto que a criança conta contribui para a construção de um autorretrato para o qual ela pode olhar, pensar e mudar.

Como uma esponja, a criança tende a absorver tudo que os adultos ao seu redor fazem. É assim que ela aprende, por imitação e repetição. Portanto, se os pais leem, as chances de os filhos se tornarem leitores é enorme. .

Fases da leitura

· O bebê apenas responde ao ritmo e ao tom da voz do leitor. Frases ritmadas, como cantigas e poemas, dão o estímulo certo.

· Quando a criança já balbucia, jogos rítmicos sonoros são perfeitos. Experimente frases como “janela, janelinha, porta e companhia”.

· Se ela já fala algumas palavras e mantém a atenção por mais tempo, conte histórias ligadas às experiências dela. Depois, entram em cena relatos com fenômenos naturais e bichos.

· Mais para a frente, temas como medo, ciúme, raiva, amor e amizade são bem-vindos.

· Com a ampliação de seus horizontes, histórias fantásticas, de outros países e planetas passam a gerar mais curiosidade.

Como contar um conto

· O livro deve ser usado conforme a necessidade de desenvolvimento da criança. Para cada fase, um modelo diferente: para morder, para mexer, para olhar, para ver as figuras e, claro, para ler.

· A “contação” pode ocorrer em casa, na creche, na escola, no hospital, na faculdade, em encontros literários. Ela faz parte da nossa natureza.

· Guardar os livros junto com os brinquedos e deixá-los ao alcance das crianças não cria obstáculos nem transforma a literatura em algo sério e chato.

· Inventar histórias, mudar os finais, cortar e colar figuras, montar cenários, encenar, moldar massinha e desenhar também é divertido. Crie o seu próprio livro.


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Abr 29, 2012 - Saúde    Sem Comentários

Os benefícios do suco natural para a saúde da criança

Todo dia é dia de oferecer ao seu filho um suco natural ou uma bela vitamina. Os especialistas garantem que é uma saída para compensar uma parte do que ele não anda comendo direito

Ofereça o suco junto com o almoço ou no lanche, como um reforço Foto: Getty Images

Muitos pais vão passar por isso: em algum momento na vida a criança recusará a botar qualquer tipo de vegetal na boca. Para os pais, enfrentar essa resistência é o mesmo que entrar em uma batalha, da qual geralmente saem derrotados. E uma saída honrosa é oferecer ao pequeno teimoso um copo carregado de nutrientes, os mesmíssimos, aliás, que marcam presença na fruta. Claro, durante o processamento, há certa perda de vitaminas e minerais. As fibras também não se mantêm intactas, mas, no balanço geral, a meninada que diz não para a maçã na sobremesa e para a banana na hora do lanche sai no lucro.

Para ter uma ideia, um copo caseiro de suco de laranja carrega 111% da necessidade diária de vitamina C de uma criança em idade pré-escolar. O mesmo copo cheio do sumo de maracujá tem quase 10% do que ela precisa de vitamina A. E um copo de banana batida com maçã supre 15% da dose diária da B6. Já se você misturar mamão, banana e leite no liquidificador, estará garantindo 21% do que a meninada precisa ingerir de vitamina B12 todo santo dia.

“Claro que os sucos não devem substituir uma refeição“, ressalta a nutricionista Priscila Maximino, de São Paulo. “Procure oferecê-los junto com o almoço ou no lanche, como um reforço.” Também não é demais enfatizar: o líquido vitaminado não está à altura das frutas inteiras, justamente por causa das fibras perdidas. “Convém ainda variar a receita para que a criança se acostume a diversos sabores”, recomenda a nutricionista Julliana Bonato, de São Paulo. Afinal, querer que seu filho seja fã de vegetais e oferecer sempre o mesmo líquido para matar a sede dele é exigir demais!

Fruta na caixinha?

Em termos nutricionais, os naturais são imbatíveis. Mas os sucos de caixinha são uma mão na roda e ninguém deve se culpar por colocá-los na lancheira da criança. Afinal, é mesmo difícil mandar o suco natural para a escola ou para o piquenique no parque. Sem contar que o certo é tomá-lo logo em seguida ao preparo. Então, dê um suco de caixinha, sem medo – é uma opção, de longe, muito mais saudável do que um refrigerante.

Vale lembrar…

· A fruta passadinha, que não seria a melhor sobremesa, pode virar uma ótima vitamina.

· Incremente a receita da vitamina com cereais. Eles compensam parte das fibras perdidas.

· Nunca adoce. As frutas já têm seu açúcar natural.

· Faça seu filho beber qualquer suco logo após o preparo para evitar a perda de vitaminas.

· O suco de laranja, rico em vitamina C, vai bem no almoço porque favorece a absorção do ferro das carnes e das leguminosas, afastando o risco de anemia.

· Já a vitamina preparada com leite deve ser oferecida longe das refeições principais. Isso porque o cálcio do laticínio compete com o ferro tanto das carnes vermelhas quanto dos feijões.


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Mar 26, 2012 - Saúde    Sem Comentários

Sentimentos contidos podem agravar doenças e dores do corpo

Nossos medos, dificuldades e ansiedades podem deixar marcas na pele, no coração, em diferentes partes do organismo

Sentimentos contidos podem agravar a dor nos ombros Foto: Getty Images

A fisioterapeuta paulistana Simone Marques Coltri, 35 anos, é uma dessas mulheres que não levam desaforo para casa. Sem perceber, encontrou uma maneira diferente de tentar disfarçar esse temperamento: escondia-se atrás dos ombros, projetando-os para a frente juntamente com os braços, uma postura típica de alguém acanhado.

As coisas começaram a mudar quando ela conheceu a ginástica holística, um tipo de terapia corporal. “Só percebi o quanto enrolava meus ombros depois de começar a fazer trabalhos corporais específicos”, conta.

Nossos medos, dificuldades e ansiedades podem deixar marcas na pele, no coração, em diferentes partes do organismo. Veja algumas associações que o psicólogo Waldemar Magaldi Filho estabelece:

· Problemas de pele e pulmão: dificuldade de relacionamento
· Problemas de fígado e intestino: raiva contida
· Problemas no rim: dificuldade de adaptação a novos espaços
· Problemas no coração e vasos sanguíneos: dificuldade para lidar com a pressão
· Problemas em músculos, ossos e cartilagens: angústia diante dos altos e baixos do cotidiano
· Problemas na tireóide: excesso ou falta de vontade de realizar qualquer atividade

Cada doença, uma sentença:

· Hipertrofia (obesidade e câncer): enfrentamento de adversidades
· Disfunções (problemas gastrintestinais e epilepsia): fuga de situações ameaçadoras
· Inflamações (doenças autoimunes e ação de bactérias e vírus): resignação diante da necessidade de se submeter a algo
· Escleroses (reumatismo e cálculo nos rins): paralisia ante uma imposição da vida

Gestos
Às vezes, dizemos algo, mas os braços, e os movimentos de sobrancelha ou pés vão no caminho oposto. O médico austríaco Wilhelm Reich seguiu essa linha. Reich notou que o organismo registra a história de cada um e expressa traços de caráter e personalidade por gestos, posturas, silhuetas, tons de voz e até no jeito de vestir.

Por exemplo: a mandíbula tensa pode demonstrar problemas com raiva contida, o pescoço excessivamente rígido, medo do descontrole, o diafragma contraído, ansiedade, e olhos arregalados e vigilantes, medo do contato com o outro.

Na análise reichiana, esses gestos servem como um caminho que ajuda o terapeuta a percebertraumas e emoções de infância que foram esquecidos. “E o sistema neurovegetativo, responsável pelo controle das funções involuntárias do organismo, tem um papel decisivo no tratamento desses conflitos”, revela o psicólogo José Henrique Volpi, do Centro Reichiano de Psicologia Corporal. É mais uma vez nosso corpo traduzindo um pouco de quem somos.

A acupuntura também equilibra as energias do corpo Foto:Getty Images

Partes específicas do corpo são capazes de representar o organismo por inteiro. É assim com aacupuntura, a reflexologia e a iridologia. Na acupuntura e também na reflexologia, se diz que o corpo vai bem quando o fluxo de energia interna (os meridianos) não encontra obstáculos. Dependendo da região onde a energia se acumula, a pessoa pode sofrer algum tipo de dano - e esse acúmulo tem a ver com a maneira como encaramos o dia-a-dia.

“A energia do rim e da bexiga, que fazem parte do elemento água, tem relação com o sentimento de medo e vai afetar a coluna. Já o coração, referente ao elemento fogo, suscita a ansiedade e pode enrijecer o pescoço e os ombros”, diz o médico e professor Jou Eel Jia, presidente da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil. “Os meridianos que passam, por exemplo, pelas orelhas e pelos pés têm correspondência com o corpo inteiro. Assim, é possível tratar do estômago aplicando agulhas na orelha de uma pessoa”, explica.

Já a iridologia é uma técnica que diagnostica as condições gerais de saúde e a presença de doenças com base na análise da íris. A eficácia do método não tem comprovação científica, mas existem inúmeros adeptos. A iridologia tem como referência gráficos que relacionam mais de 80 zonas da íris às demais porções do corpo.


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Fev 13, 2012 - Vida    Comentários Desligados

Viva melhor em cada estação do ano

Segundo a sabedoria milenar chinesa, forças invisíveis presentes em cada estação e influenciam nosso corpo e emoções

Algumas atitudes e até alimentos ajudam você a viver melhor em cada estação Foto: Getty Images

Mesmo sem saber, você está em sintonia com o que acontece na natureza. Seu corpo e sua mente sofrem a influencia de ações de forças invisíveis que atuam durante as estações do ano.

O ar que respiramos, os alimentos que comemos, a terra onde pisamos… Tudo está impregnado dessa energia. “É por isso que devemos comer apenas frutas e legumes da estação. Esses alimentos contêm a força energética do período, estão carregados dela, e é dessa vitalidade específica a cada fase do ano que precisamos nos nutrir”, afirma Miriam Leiner, terapeuta especializada em medicina chinesa de São Paulo. “O ideal é que haja harmonia entre o que está dentro e fora de nós”, diz ela.

Veja como podemos fazer isso, em cada uma das estações, de acordo com as orientações do doutor Marcelo Jovchelevich, formado em medicina ocidental e especializado na medicina tradicional chinesa.

Primavera - É uma época de grande expansão e força. Mas o vento também pode nos desestabilizar e gerar desequilíbrios. Isso explica por que nesse período podem ocorrer crises de labirintite ou variação de pressão arterial, por exemplo. São igualmente comuns as enxaquecas, pois o vento está relacionado com a parte superior e mais alta do corpo. Apesar de o Sol brilhar na primavera, o vento pode trazer um frio “escondido”. Um bom (e delicioso) antídoto para combatê-lo é fazer um escalda-pés à noite. A primavera também está associada ao verde, ao elemento madeira e ao fígado. Por isso, é uma boa época para comer alimentos verdes-escuros. Dentro do sistema chinês, a emoção ligada ao fígado é a raiva. Para extravasá-la de forma pacífica, procure meditar e fazer sessões periódicas de relaxamento.

Verão - Associado ao elemento fogo e ao coração, a estação é favorável para exteriorizar sentimentos e investir em atividades e encontros que trazem otimismo e leveza. Estar em sintonia com esse período é não trabalhar demais e deixar mais espaço para o relaxamento. Sopas frias e saladas equilibram o excesso do elemento fogo. Alimentos vermelhos, como pimenta, beterraba ou cerejas, apesar de relacionados ao verão, não devem ser consumidos com exagero, para não aumentar demais a energia de atividade e expansão. A umidade das chuvas está ligada ao baço-pâncreas. Nesse período, é importante manter o corpo seco e resguardado, evitando molhar-se muito. Segundo os preceitos chineses, açúcar ou alimentos muito doces geram umidade no organismo. O gengibre ajuda a esquentar e secar o corpo, ativando a circulação.

Outono - Para a medicina chinesa, o outono é um tempo cheio de paz. Está associado aos rins e ao elemento água, portanto, uma boa ideia é nadar e tomar muito líquido – especialmente sucos. O sabor picante do agrião ou das pimentas, por exemplo, além de alimentos escuros, como uvas pretas, feijão preto ou algas, correspondem ao período do frio. Uma pitadinha a mais de sal, sem excesso, pode nos harmonizar com a estação. O grande inimigo pode ser o medo. Exercícios respiratórios são muito bons para nos livrar de temores, muitas vezes infundados, que podem chegar nessa época. O enraizamento proporcionado pelos exercícios de Chi Kung também é favorável, porque devolve a segurança e a solidez, especialmente a postura que simula abraçar uma árvore, com os pés afastados e bem plantados no chão e os braços em semicírculo em frente ao plexo solar.

Inverno - O órgão associado ao inverno é o pulmão. As emoções predominantes são a tristeza, a melancolia, a depressão. É realmente uma fase de recolhimento e interiorização, em que se deve dormir cedo, acordar tarde e descansar muito. Faz bem comer sementes, os frutos do inverno: nozes, avelãs, amêndoas, castanhas. Frutas cozidas ou em calda são melhores do que as cruas. São excelentes também os exercícios em que as pernas se movimentam, como andar de bicicleta, por exemplo, pois trazem energia para combater a tristeza e dão força na base. O inverno é um bom período para ler, refletir e planejar os próximos meses. Também é momento de poupar energia. Os alimentos brancos correspondem à época: arroz, couve-flor, nabo, cebola, alho, pera. Mas, se o frio apertar, pode ser compensado com alimentos vermelhos, que trazem calor e ativam a circulação.

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Jan 3, 2012 - Vida    Comentários Desligados

Entenda Seus Erros e Acertos Para Recomeçar

Nem tudo deu certo no ano que passou? Aproveite, então, para entender que os erros, tanto quanto os acertos, fazem parte da vida

Não perca o rebolado diante das surpresas da vida Foto: Manuel Nogueira

Quando o ano acaba, vem uma sensação de alívio. Mas bate a ansiedade do que está por vir. Pesa-se o que deu e o que não deu certo. Lembra-se do que ainda não se conquistou… É fato. Embora cada dia seja precioso, é nessa virada que refletimos melhor sobre o sentido da vida. Também vem à tona a sensação de finitude. “Cada ano é um a menos de vida e um a mais vivido. Isso nos remete a todas as nossas metas e ao limite da existência”, diz o psicólogo Carlos Alberto de Oliveira Carvalho.

No dia da virada, porém, o peso dos planos que saíram meio tortos – ou nem saíram – e das situações chatas é sublimado pelas boas expectativas. Já dizia o poeta Mário Quintana: “Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano / Vive uma louca chamada Esperança”. Trocando em miúdos, é preciso deixar-se embalar pela vida, adequando-se ao seu ritmo, a cada instante. Porque as surpresas vêm. E se você (ainda) não sabe, a vida é feita delas.

Quando a vida toma um novo – e inesperado – rumo, temos duas opções: bater com a cabeça na parede e perguntar “por que comigo?” ou encarar a situação de frente e dar sentido a ela. Ninguém está livre do perrengue. “Cada situação pede para que se pense no que é preciso mudar em si para atender à demanda externa. É como se regenerar”.


Futuro distante

Quando não nos prendemos ao passado, insistimos em projetar felicidade, bem estar e conquistas profissionais a um futuro bem distante. E o chavão “ano novo, vida nova” deixa a desejar, já que a vida está sempre aquém do que se quer. Não agimos assim à toa. Desde bebês, somos constantemente influenciados por convicções sociais lançadas por pais, amigos e colegas de escola. Claro que não é fácil romper com esses valores e crenças. Mas avaliar o que motiva de fato a celebração de um novo ano pode ser um meio de dar um baile na mesmice perigosa que ronda nossas vidas. “Todo recomeço exige um olhar interno para o que quero e acredito, o que gero dentro e fora de mim e quem decide sobre minha vida”, explica a psicóloga Regina Nanô.

Custou para que a paulistana Paula Andrea Stäger, de 31 anos, entendesse que o que buscava não estava nem em um futuro distante, nem nos anseios da família. A cada novo emprego em São Paulo, ficava mais triste. Em busca da cidade ideal, traçou quatro rotas no mapa do Brasil, pesquisou sobre condições climáticas, qualidade de vida e oferta de emprego e rumou ao Nordeste e Norte. Em dois meses, fixou-se em Manaus. Em dois anos, cursou pós-graduação, foi contratada como engenheira de segurança do trabalho, comprou um apartamento e visita a família duas vezes ao ano.

Nós, mutantes

A história de Paula mostra que a vida está onde pulsa. E nem sempre esse pulsar está onde prevíamos ou imaginávamos. Resultados no trabalho, planos do casamento, roteiros de viagens… Tudo se transforma ao mesmo tempo que nós, humanos. Uma amiga disse: “Aceite o fluxo. Hoje você pode ser rio, amanhã fundir-se ao mar e, depois, virar chuva”. É bem por aí. Ninguém se dá conta do que é e de como é até que passe pela situação. E somos testados em cada (aparente) vão momento.

Cabe a nós percebermos e abraçarmos as oportunidades que aparecem – mesmo que muitas vezes elas estejam fora daquele esquema que programamos. O ser humano é movido pelo dinamismo. Para o psicoterapeuta e escritor Flávio Gikovate, evitar mudanças por não suportar períodos de dúvida e incerteza é ficar fadado ao atraso. O maior desafio é envelhecer fisicamente ao mesmo tempo em que se renova.

Saber compartilhar

A convivência das festas de Ano Novo incita a percepção de que “por meio do encontro, nós nos reconhecemos vivos uns nos outros”, diz Carvalho. Para o psicólogo, o segredo está em “perceber o ser humano como um agente transformador, um elo que ajuda a sustentar o todo”, explica. Não se trata de assumir uma causa por amigos e conhecidos, mas de estar disponível para dedicar-se a pessoas ou lugares com os quais não se tem um relacionamento íntimo. Doar-se, mas sem perder o senso crítico. Cada um de nós pode contribuir para o bem-estar do aqui e agora. Se a vida surpreende, nós podemos nos surpreender ainda mais com o que somos capazes de fazer para vivê-la bem. A partir de agora.

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Dez 24, 2011 - Vida    Comentários Desligados

Aprenda a se Amar!

Aprenda a se amar mais e fortaleça a sua autoestima para atrair coisas boas para a vida

Comece a curtir o tempo presente e esqueça já os erros do passado

Pare de se comparar aos outros, descubra suas qualidades especiais e saiba como gostar do seu próprio jeitinho…

1. Aceite-se

Reconheça suas qualidades e aceite as imperfeições, afinal, todo mundo tem!

2. Aproveite sua herança

Por mais que você tenha herdado coisas ruins de seus pais (ser baixinha, por exemplo!), lembre-se de que algumas coisas não mudam. Assim, será mais fácil se apaixonar por si mesma. Também vale colocar em prática truques de maquiagem e moda que disfarçam os pontos ruins e ressaltam os positivos.

3. Curta o tempo presente

Não há nada que a gente possa fazer para evitar que nossa idade aumente todos os anos, porém, você vai se sentir muito melhor quando perceber que está aproveitando cada minuto de sua vida. Por isso, esqueça os erros do passado, curta o momento presente e mire no futuro!

4. Pare de reclamar

Se algo está errado, não reclame, mude. Por mais que seja difícil passar por mudanças, às vezes, precisamos sair da zona de conforto e agir. Se você reclama que não aguenta mais o que está vivendo, pergunte-se por que continua nessa situação. Mas não tome decisões sem antes ponderar bem.

5. Respeite seu tempo

Por mais que demore para sua situação mudar, essa “lentidão” será gratificante e lhe trará muita experiência. Faça a espera valer a pena.

6. Invista tempo e esforço para mudar de fato

Investimento não diz respeito só a dinheiro, mas também à emoção e ao tempo necessários para operar grandes mudanças. Com determinação, você consegue!

7. Não se compare aos outros

Que tal parar de olhar apenas para os pontos positivos alheios e começar a olhar – e admirar – os seus?

8. Deixe o amanhã para depois

Você deve evoluir de acordo com a sua idade, padrão de vida, estrutura corporal e, também, conforme o momento que está vivendo. Encontre o que é adequado pra você hoje! Amanhã é outra história…

9. Cuide-se mais

Reserve um tempo do seu dia para seus cuidados íntimos – 5 minutos diários já bastam. Pode tomar um banho mais demorado, ouvir uma música relaxante ou passar um creme no corpo. Essas coisas podem fazer milagres pela sua autoestima!


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Dez 9, 2011 - Educação    1 Comentário

Valores Para Ensinar a Seu Filho

Criatividade, amor-próprio e autocontrole não se aprendem na escola e ajudam a formar adultos mais responsáveis e maduros

Ensine o seu filho a aceitar pessoas de estilos, valores e crenças diferentes Foto: Dreamstie

Com suas lições, seu filho será um adulto maduro, feliz e responsável. Confira os valores que você precisa ensiná-lo:
1. Amor-próprio

O que? Autoestima, confiança na própria capacidade, coragem pra enfrentar qualquer obstáculo.

Como incentivar: quando ele fizer uma crítica, condene só o comportamento, não a própria criança!

2. Comunicação

O que é? Saber expressar suas ideias de forma clara e sempre na hora certa.

Como incentivar: conversem sobre assuntos variados, incluindo os polêmicos.

3. Autocontrole

O que é? Respeitar os próprios limites, traçar metas e eleger prioridades.

Como incentivar: estabeleça uma rotina que ajude a conciliar o lazer e a lição de casa.

4. Convivência

O que é? Aceitar pessoas de estilos, valores e crenças diferentes.

Como incentivar: mostre como respeito, educação e bom humor facilitam a vida.

5. Criatividade

O que é? Usar a imaginação para descobrir saídas variadas para um mesmo problema.

Como incentivar: programe idas ao cinema, teatro, exposições e espetáculos.

6. Escolha

O que é? Decidir para qual lado seguir, diante de um problema, analisando os prós e os contras.

Como incentivar: convide seu filho para participar das decisões em família e valorize sua opinião.

7. Iniciativa

O que é? Apresentar soluções surpreendentes para problemas, de livre e espontânea vontade.

Como incentivar: resista com unhas e dentes à tentação de resolver tudo no lugar do pequeno.

8. Honestidade

O que é? Ser verdadeiro, não fazer fofoca e fugir do “jeitinho brasileiro”.

Como incentivar: diga a ele que a melhor resposta para tudo é sempre a verdade.

9. Jogo de cintura

O que é? Ter uma grande capacidade de adaptação para lidar com mudanças.

Como incentivar: dê o exemplo, não seja tão rígida em seus pontos de vista e atitudes.

10. Maturidade

O que é? Mesclar uma boa dose de disciplina com um caminhão de responsabilidades.

Como incentivar: peça ajuda nas tarefas domésticas e ensine a diferença entre “querer” e “precisar”.


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